No início somos pequenos, baixos, a tocar o chão, e a ver de muito longe o céu. No início não temos sonhos. Somos apenas o hoje sem sabermos onde estamos ou para onde vamos. E ainda assim sorrimos para a imensidão do que vem de cima, para a largura e o comprimento desmesurados do mundo. O nosso primeiro lugar é a casa, as quatro paredes que embrulham um espaço que dentro de momentos já é pequeno demais. Assim crescemos a pensar que o "aqui" é já um cubículo e que o resto que não conhecemos é um labirinto para um gigante. Um dia mais tarde, mas tão pouco depois, nascem os sonhos e o mundo torna-se mais pequeno, torna-se numa viagem.

E assim descobrimos que o mundo tem o tamanho dos nossos sonhos e que ele é a nossa nova casa.



Malmo


Quem passa por Copenhaga não pode deixar de ir a Malmo. É só atravessar a ponte Oresund e já estamos na Suécia. Quem passa na ponte/túnel Oresund, que une a ilha da Zelândia à Suécia, pode ver o maior parque eólico existente no mar. Os nórdicos estão sempre a ensinar-nos!
Malmo é a terceira maior cidade da Suécia e tem daquelas casinhas coloridas típicas dos países nórdicos com floreiras na janela. Por falar em casas, sempre que há faço uma viagem gosto de comprar uma casa em tamanho pequeno para amontoar numa estante que tenho em casa. E, então entrei numa das lojas de Malmo à procura de mais uma casa miniatura. Lá estava uma senhora já com uma certa idade, loira e de olhos azuis, estilo "avozinha querida" daquelas que aparecem nos filmes que me mostrou o quanto os suecos estão à vontade com o inglês.
Em Malmo há para ver os parques, a igreja gótica, o Malmo Hus slott (a mais antiga construção renascentista da Escandinávia), as praças (numa delas encontrei um espaço de patinagem no gelo), o prédio mais alto da Suécia (Turning Torso) e até praias.

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