Quando entrei no avião eram óbvios os olhos e cabelos claros da maioria dos passageiros. Depois de aterrar tentei perceber melhor a cultura desta gente que adora andar de bicicleta e até tem bicicletas com uma espécie de atrelado (à frente ou atrás) para os bebés.
O país é frio ao ponto do meu queixo de quando em vez chegar a ficar anestesiado e, embora eu mal conseguisse andar, devido à quantidade de roupa (nunca suficiente) que acumulei em cima do corpo, muitas raparigas passeavam na rua felicíssimas de saia e collants. Que inveja!! O que vale é que o frio faz com que o chocolate quente saiba ainda melhor!
Copenhaga é parte de uma das ilhas, e a capital, da Dinamarca e está cheia de movimento e interesses turísticos. O roteiro turístico tem de incluir a Pequena Sereia, a Casa da Ópera e os palácios. Nyhavn constitui o centro da cidade e é um porto que nos traz logo à memória a Ribeira do Porto. Há quem diga que este local é uma mistura entre as tais casas coloridas da Ribeira e o porto de Veneza (eu só indo a Veneza é que posso corroborar tal afirmação!).
Quem passa por Nyhavn solta um sorriso porque não se vê todos os dias cobertores nas cadeiras das esplanadas :)
Mas há mais motivos para gargalhadas... o senhor que ao pequeno-almoço come peixe cru, um rapaz português que não consegue encontrar no supermercado iogurtes sem que sejam de soja, ou chuchas penduradas numa árvore que foram ali deixadas por crianças que anteriormente as usaram e voltam ali de vez em quando para as ver...
As viagens tornam-se em algo único quando nos afastamos da nossa cultura e deixamos que a diferença nos acolha. Só nestas alturas é que crescemos realmente e concretizamos a frase «Aqueles que passam por nós, não vão sós, não nos deixam sós. Deixam um pouco de si, levam um pouco de nós» de Antoine de Saint-Exupéry. E Copenhaga é realmente diferente quer nas pessoas, quer no tempo, quer no modo de viver e, por isso, é fácil trazermos na bagagem na volta um pouco da Dinamarca.
Não sei se já ouviram falar da Cidade Livre de Christiania! É uma comunidade de hippies, artistas e anarquistas que tomaram conta de uma área abandonada de bases militares como forma de protesto contra o governo. Pelo que percebi as manifestações destes hippies são frequentes. Nesta minha breve passagem por Copenhaga tive a oportunidade de ver uma.
Sabem aquelas histórias que vamos lendo ou ouvindo ao longo dos anos como o "Hamlet" enquanto na nossa cabeça surgem as imagens do príncipe, da princesa e do castelo... descobri que afinal os castelos não são iguais em todo o lado e que as histórias de encantar têm mais cenários e mais hipóteses do que aquilo em que nos fazem acreditar.
Passem pelo Castelo de Rosenborg e vão ver se não tenho razão.

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