Quando chegamos: o caos. Somos levados por uma corrente de buzinas, de barulho, de carros que se atropelam e se expõem para além do que as leis europeias permitem. Somos levados para uma confusão que nos impõe uma certa pressa e também um certo receio, e que nos obriga a inspirar as terríveis nuvens de fumo derivadas da poluição. Como sempre há ruas tão diferentes de outras que nos fazem duvidar, enquanto as cruzamos, se ainda estamos na mesma cidade. Se à chegada optámos por percorrer uma rua miserável que nos fez temer o pior, à saída no outro dia conhecemos uma rua idêntica às das grandes cidades, com jardins bonitos e sem sobressaltos.A Mesquita Hassan II, uma das maiores do mundo, é um ponto a ver. Se bem que os turistas parecem estar ausentes. Durante dois dias só me cruzei com alguns na estação de comboio que está bem longe da mesquita. Para os mais aventureiros, é possível percorrer com dificuldade as ruas da cidade até descobrir a Medina. O mapa não ajuda porque algumas ruas não estão assinaladas. Mas há sempre um polícia algures disposto a dar as indicações correctas para chegarmos ao destino. Para os mais preguiçosos, basta apanhar um "petit taxi" logo na estação, pedir a utilização do taxímetro (para não ser enganado) e seguir viagem. Quanto a tirar fotografias, o medo era algum. Não só por causa da ausência de turistas mas também porque quando se tira uma fotografia as mulheres afastam-se para não aparecer na imagem (se bem que não era essa a intenção). Em conversa com um marroquino em Rissani, disseram-me que as mulheres aparecem muitas vezes em fotografias e imagens publicitárias noutros países sem terem dado consentimento e, por isso, sempre que alguém está disposto a disparar um flash, elas tentam não aparecer na imagem. Casablanca deve ser, numa viagem a Marrocos, um lugar de passagem. Esta é uma cidade muito conhecida mas ainda pouco receptiva aos turistas e a poluição, sinceramente, não a ajuda.
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