Começa-se a ouvir a linguagem disparada a 100 à hora. A pressa das palavras que quase se sobrepõem não me fazem esquecer o português. Traduzo o espanhol para o português mas só uma ou duas palavras sobressaem. Não há tempo para traduções se quero ouvir as conversas dos outros. Começo a pensar em espanhol. Já entrei na corrida. E diga-se que esta língua é muito mais sensual, embora nós, os portugueses, lhe tenhamos atribuído uma sensualidade apatetada. Talvez seja inveja.
De qualquer forma no apartamento, a 10 km de Sevilha, pelo que me rodeia e pelo que vejo, ainda me sinto em Portugal. Nada de diferente a registar.
Torre de OuroDepois então, a viagem a Sevilha com a sua Torre de Ouro, a sua Catedral e a Giralda. E sente-se um pouco a tolerância. Uma catedral com um minarete é um bonito símbolo de respeito e de valorização. Começo a vislumbrar em Andalucia um lado árabe muito carregado.
Itálica
Perto de Sevilha, a cerca de 8 km, em Santiponce, está Itálica, as ruínas romanas onde terão vivido os imperadores Adriano e Trajano. Sim senhor, tinham umas moradias com uma bela vista. Este lugar não difere muito da nossa Conímbriga. Se bem que o Anfiteatro romano tem aqui um destaque impressionante.
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