No início somos pequenos, baixos, a tocar o chão, e a ver de muito longe o céu. No início não temos sonhos. Somos apenas o hoje sem sabermos onde estamos ou para onde vamos. E ainda assim sorrimos para a imensidão do que vem de cima, para a largura e o comprimento desmesurados do mundo. O nosso primeiro lugar é a casa, as quatro paredes que embrulham um espaço que dentro de momentos já é pequeno demais. Assim crescemos a pensar que o "aqui" é já um cubículo e que o resto que não conhecemos é um labirinto para um gigante. Um dia mais tarde, mas tão pouco depois, nascem os sonhos e o mundo torna-se mais pequeno, torna-se numa viagem.

E assim descobrimos que o mundo tem o tamanho dos nossos sonhos e que ele é a nossa nova casa.



Sevilha

Começa-se a ouvir a linguagem disparada a 100 à hora. A pressa das palavras que quase se sobrepõem não me fazem esquecer o português. Traduzo o espanhol para o português mas só uma ou duas palavras sobressaem. Não há tempo para traduções se quero ouvir as conversas dos outros. Começo a pensar em espanhol. Já entrei na corrida. E diga-se que esta língua é muito mais sensual, embora nós, os portugueses, lhe tenhamos atribuído uma sensualidade apatetada. Talvez seja inveja.
De qualquer forma no apartamento, a 10 km de Sevilha, pelo que me rodeia e pelo que vejo, ainda me sinto em Portugal. Nada de diferente a registar.



Torre de Ouro

Depois então, a viagem a Sevilha com a sua Torre de Ouro, a sua Catedral e a Giralda. E sente-se um pouco a tolerância. Uma catedral com um minarete é um bonito símbolo de respeito e de valorização. Começo a vislumbrar em Andalucia um lado árabe muito carregado.


Itálica

Perto de Sevilha, a cerca de 8 km, em Santiponce, está Itálica, as ruínas romanas onde terão vivido os imperadores Adriano e Trajano. Sim senhor, tinham umas moradias com uma bela vista. Este lugar não difere muito da nossa Conímbriga. Se bem que o Anfiteatro romano tem aqui um destaque impressionante.

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