No início somos pequenos, baixos, a tocar o chão, e a ver de muito longe o céu. No início não temos sonhos. Somos apenas o hoje sem sabermos onde estamos ou para onde vamos. E ainda assim sorrimos para a imensidão do que vem de cima, para a largura e o comprimento desmesurados do mundo. O nosso primeiro lugar é a casa, as quatro paredes que embrulham um espaço que dentro de momentos já é pequeno demais. Assim crescemos a pensar que o "aqui" é já um cubículo e que o resto que não conhecemos é um labirinto para um gigante. Um dia mais tarde, mas tão pouco depois, nascem os sonhos e o mundo torna-se mais pequeno, torna-se numa viagem.

E assim descobrimos que o mundo tem o tamanho dos nossos sonhos e que ele é a nossa nova casa.



Praga


Praga é linda. Finalmente consegui perceber de onde vinham aquelas ideias tresloucadas do Kafka. A viver numa cidade destas até eu me tornava filósofa e publicava livros.


Praga tem cor. Divide-se nos seguintes pontos: Bairro Judeu, Cidade Velha, Cidade Nova numa margem e Castelo e Bairro Pequeno na outra margem. Sim, tem o rio Vltava a dividi-la ao meio e a permitir-lhe as pontes. Acho que as pontes são muito importantes numa cidade. Para além de nos possibilitarem fotografias lindas sobre a cidade, quando bem adornadas valem mais que ruas e avenidas. E esta de que vos vou falar, a Karlùv/Ponte de Carlos, deve ter bastantes histórias para contar. Ela liga a Cidade Velha ao Castelo de Praga e servia de passagem para a realeza nas coroações. E se repararmos bem está lá o Santo António de Lisboa entre todas aquelas estátuas que ladeiam a ponte.

Não nos podemos é esquecer de ir pedir um desejo ao Menino Jesus de Praga (Bairro Pequeno) e de visitar o cemitério no Bairro dos Judeus e o relógio astronómico na Cidade Velha que toca sempre à hora certa. Mas há tanta coisa para ver e sentir.
Se vos sobrar tempo podem sempre visitar Venceslau onde, segundo a lenda, a princesa Libuse e o marido Premysl fundaram a cidade no século IX. E se tiverem mais tempo ainda podem ir até Pethin, um parque enorme que vai dar ao Palácio Kinsky.
Enfim, Praga é linda. Só o excesso de turistas é que a faz perder um pouco o encanto. Quero voltar lá… ainda deixei umas coisas por ver… quero ir beber um chá ao Café Louvre onde o Kafka e o Einstein também já estiveram a beber o seu café.

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