Já há quase 3 meses que me mantenho sem paragens, sem decifrar mapas, sem prever percursos, sem novas narrativas.
Estou um bocado em baixo. Preciso daquela força toda que há na frase "Vou partir!", das minhas malas mal arranjadas, do olhar a pairar sobre tudo como se as paisagens, as casas e os monumentos saltassem para dentro da minha mochila e passassem a acompanhar-me no meu trajecto.
Sinto falta de dias calmos e de ser a "Alice no País das Maravilhas". Sinto falta, sobretudo, de não ter comigo um cartão de embarque para qualquer lado...
Afinal viajar é como que apanhar uma parte do sonho do mundo inteiro. E só há dois tipos de dias importantes na nossa vida: aqueles em que sonhamos e aqueles em que concretizamos os nossos sonhos.

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